RIO — Após o presidente Jair Bolsonaro ter determinado a revogação de portarias com regras para rastreamento de armas de fogo e munições, o Exército prepara novas versões do texto sob críticas tanto de especialistas em segurança pública quanto de representantes dos CACs (caçadores, atiradores esportivos e colecionadores). Para os especialistas, as minutas das novas portarias, apresentadas em consulta pública no início de julho, têm retrocessos em relação às normas originais e pioram o controle sobre marcação, importação e exportação de armas, o que dificulta a resolução de crimes. Já os CACs reclamam de obrigações a usuários de armas que foram mantidas e também do prazo relâmpago da consulta do Exército, que durou apenas seis dias.
Duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF), que têm como relator o ministro Alexandre de Moraes, alegam que Bolsonaro defendeu interesses privados ao revogar as portarias 46, 60 e 61 do Colog (Comando Logístico do Exército), no dia 17 de abril, e pedem que as normas voltem a valer. Naquela data, em mensagem nas suas redes sociais, Bolsonaro se dirigiu a “atiradores e colecionadores” e afirmou ter determinado a revogação dos textos “por não se adequarem às minhas diretrizes definidas em decretos”. Os textos ampliavam as regras de controle para armas e munições sob responsabilidade de fabricantes, órgãos de segurança e pessoas registradas como CACs junto ao Exército, além de determinarem a criação do SisNaR, um sistema unificado para o rastreamento desses produtos em todo o país.
O Globo/montedo.com
Respostas de 4
O direito a defesa própria é uma garantia inviolável. Tomara que a força não crie mais burocracias e dificuldades ao acesso a legítima defesa, pois outrora apoiou o infame desarmamento, o que foi causa do elevado número de mortes de inocentes (60 mil anuais).
A força de uma POLÍTICA DESARMAMENTISTA é gigantesca, inclusive nas delegacias, onde vemos delegados que não analisam os casos antes de falar em prisão do cidadão de bem.
Parabéns ao Exército Brasileiro ! O SisNaR é uma inovação com uso inexorável da tecnologia blockchain ,disruptiva como foi a internet anos atrás. Desde o bloco gênese lançado por Satoshi em seu paper de 2008, em reação a desordem financeira que gerou a crise econômica o blockchain tem suas implicações do primeiro ativo digital (Bitcoin) evoluindo para diversas aplicações . Não tem como fugir ,negar , revogar …o blockchain já é uma realidade e necessidade .
Sempre que leio “especialistas” ja imagino a naipe da gente que está sendo convocada pra dar palpite sobre armas e segurança pública.