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O Comando Logístico do Exército admitiu ao MPF que revogou um conjunto de portarias sobre rastreamento de armas e munições por pressão do governo federal e das redes sociais.
“Tão logo publicadas oficialmente as referidas portarias, surgiram inúmeros questionamentos e contrapontos levantados por diversos setores da sociedade, especialmente nas mídias sociais, e da Administração Pública em razão da tecnicidade do tema”, diz o ofício enviado ao MPF.
O Exército diz que as portarias tinham “pontos de difícil compreensão” para os proprietários de armas. “Essa dificuldade de entendimento pelo usuário reforçou a necessidade de reestudo da redação das normas e de correção de alguns dispositivos”, diz o documento.
O caso gerou uma nova frente de suspeitas contra Jair Bolsonaro — o presidente é alvo de uma investigação preliminar na Procuradoria da República do DF.
Bolsonaro é suspeito de ter interferido indevidamente no Exército para a revogação das portarias, que na prática afrouxou o controle das vendas de armas e munições no país.
A corporação nega: diz que continuaram válidas normas anteriores sobre a marcação, identificação e controle de munições, armas e explosivos.
A resposta do Exército foi enviada nesta terça-feira (28) à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, que pedira esclarecimentos sobre o assunto na semana passada.
O Antagonista/montedo.com

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