Escolha uma Página

Instituto General Villas Bôas (IGVB) foi inaugurado nesta quarta (4), em Brasília. Ex-comandante do Exército sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neuromotora de caráter degenerativo.

Nicole Angel*
O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército Brasileiro de 2015 a janeiro de 2019 e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, inaugurou nesta quarta-feira (4) o instituto que leva o nome dele, em Brasília. O local, além de preservar a memória do militar durante o período no Exército, pretende apoiar pessoas com doenças raras, crônicas e com deficiência.
General Villas Bôas cria instituto para ajudar portadores de ELA e outras doenças raras
Villas Bôas sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora de caráter degenerativo (saiba mais abaixo). Segundo ele, o objetivo do instituto é “disseminar informações para o acesso às chamadas tecnologias assistivas, que ajudam a manter ativas as pessoas que têm doenças semelhantes”.

“Começo hoje a minha mais nova missão”, disse o general.
Em entrevista exclusiva ao G1, por meio de perguntas respondidas com o auxílio de um computador adaptado, Villas Bôas contou que a ideia de criar o instituto foi uma forma de retribuir o conhecimento e as oportunidades que teve ao longo dos anos.
“Identifiquei o potencial de uma entidade dessa natureza para canalizar e multiplicar o saber, no sentido de contribuir em um projeto maior, que beneficie as pessoas e engrandeça a nação”, explicou.

Apoio público
Na inauguração do Instituto General Villas Bôas (IGVB), pessoas conhecidas, como o apresentador Luciano Huck, o porta-voz da Presidência da República general Otávio Rêgo Barros, o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
O ministro da Educação Abraham Weintraub e o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, além de políticos, militares, amigos e parentes que apoiaram a ideia estiveram na cerimônia, no começo da noite.
“O Instituto nasce com o objetivo de trazer visibilidade às pessoas que têm algum tipo de limitação, estimulando o debate e contribuindo para o desenvolvimento e o amplo acesso a novas tecnologias e inovações que favoreçam o aumento da qualidade de vida e promovam a cidadania e a dignidade a essas pessoas”, afirmou Villas Bôas..

“Vejo agora a possibilidade de colocar em prática ideias que me acompanharam por muito tempo.”

Instituto General Villas Bôas
Segundo o instituto, o trabalho na organização terá três linhas de ação:
A primeira vai trabalhar com a preservação de ideias e trabalhos do General Villas Bôas como oficial do Exército Brasileiro;
A segunda vai promover debates e estudos sobre temas estratégicos para o país, como Amazônia, Defesa, Segurança;
A terceira tem como objetivo motivar pessoas com doenças raras, crônicas ou deficiências – e famílias – a se manterem produtivas, além de combater a desinformação a respeito do assunto.

Doença tornada pública em 2017
Nascido em Cruz Alta (RS), Eduardo Dias da Costa Villas Bôas ingressou no Exército em 1967. Em janeiro de 2015, ele passou a comandar a corporação, nomeado pela então presidente Dilma Rousseff (PT).
Em 2017, quando ainda era Comandante do Exército Brasileiro, o general informou, por meio de um vídeo publicado no YouTube, que tinha uma “doença neuromotora de caráter degenerativo”. Segundo ele, a doença estava trazendo dificuldades para caminhar e, por isso, tinha passado a usar bengala.
O general ficou no comando do exército até janeiro deste ano. Depois, passou a trabalhar como assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) .
No começo de outubro, ele precisou fazer uma traqueostomia no Hospital das Forças Armadas (HFA), após dificuldades respiratórias. Villas Bôas ficou 10 dias internado e chegou a ser transferido para a UTI.
O militar ganhou notoriedade no debate sobre segurança pública após a intervenção federal no Rio de Janeiro, quando homens das Forças Armadas reforçaram o policiamento no estado.
*Sob a supervisão de Maria Helena Martinho
G1/montedo.com

Skip to content