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Excelente análise recebida na área de comentários:

Esse PL foi projetado para economizar e meritocratizar a carreira e é bem simples de ver isso, observe:

*Lembrando que não é minha vontade o que vou digitar e sim o que pensa quem projetou esse PL.

1 – Soldado e cabo não são prioridades na reestruturação pois são temporários e por pior que esteja o salário a grande maioria não receberia no meio civil o que recebe nas forças armadas, além de que hoje em dia não existe mais ninguém servindo obrigado, pois a briga para servir é muito grande, ou seja, para cada 1 insatisfeito tem outros 1000 querendo entrar.

2 – QE entrou para ser recruta e a força o premiou com o engajamento e sucessivos reengajamentos e com isso conseguiu promoção a cabo, estabilidade, promoção a 3° SGT e agora a 2° SGT, ou seja, foi muito bem valorizado ao longo da carreira. Hoje não existe mais a estabilidade para cabos, sendo assim, em breve não haverá mais QE na ativa e portanto não é prioridade na reestruturação.
Detalhe: acho que o adicional de disponibilidade poderia ser de 26% para os 3° SGT QE também e não só para os 2° SGT QE pois não consigo ver qual meritocracia o 2° SGT QE teve a mais em relação aos 3° SGT.

3 – 3° SGT de carreira e os Tenentes de carreira começam a carreira com o adicional de disponibilidade bem baixo mas este tem toda a carreira pela frente para angariar os demais percentuais fazendo os cursos de aperfeiçoamento necessário, além é claro de serem jovens e não possuírem arrimo de família. Detalhe, é nessas graduações que estão os temporários de curso técnico e de formação superior, os quais também estão se matando para entrar nas forças armadas pois no meio civil dificilmente conseguem esse padrão de salário, também tem a questão de que em poucos anos estarão no meio civil novamente e desonerando a inatividade militar. Tudo tem lógica e estudo senhores e não importa o que pensamos.

Bom, ao longo dos anos a carreira muda e da mesma forma que no passado alguns tiveram que ir para a guerra, hoje a grande maioria nunca irá, sendo assim, alguns perdem e outros ganham ao longo da carreira e isso faz parte do jogo.

O que não pode é o militar querer ganhar adicionais maiores se não fez ou não teve a opção de fazer certos cursos por não preencher os requisitos.

Meu vizinho é 3° SGT de carreira e foi reformado por motivo de acidente em serviço com proventos de 2° Tenente e ele me conta que quando saiu a reforma dele alguns colegas de turma que hoje já são 1° SGT ficaram magoados porque ele iria ganhar um salário que o restante da turma teria que esperar sair QAO para poder receber.

Aí agora com essa reestruturação o pessoal da turma que já são 1° sgt ganharão mais do que ele ganha agora com proventos de 2° tenente e ganharão o dobro que ele quando saírem QAO.

Uns vão dizer que é justo e outros vão dizer que é injusto mas a verdade é que a reestruturação premia quem está na ativa labutando e portanto esse amigo agora ficará com salario menor mas em contra partida ele ficou 5 anos na ativa somente e vendo por esse ângulo ele não foi prejudicado pois a força reconheceu na época sua situação e o reformou com proventos de 2° tentene mas pelo fato dele não ter feito CAS ficará sempre com adicional de habilitação de 12% e o de disponibilidade de 6%, já o pessoal da turma vai ficar com o máximo dos adicionais.

No meu ponto de vista não acho injusto essa reestruturação o que poderiam fazer é diminuir um pouco o teto do adicional de disponibilidade e aumentar um pouco para quem ganhará apenas 5% e 6%.

Outro ajuste poderia ser aumentar o adicional de habilitação para quem tem formação e diminuir o teto de quem tem aperfeiçoamento, mas isso não vi ninguém defender até agora, só vejo QE tentando sair subtenente e querendo adicional de quem tem CAS o que nunca vai acontecer.

Tá faltando representatividade de verdade nessas lideranças pois os que lá estão esbravejando estão só fazendo seu papel pensando na próxima eleição, infelizmente.

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