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Wilson Lopes Junior, a esposa dele e a sogra foram presos pela Polícia Civil em 7 de março. Um suspeito continua foragido.
Wilson Lopes Junior, de 40 anos, foi preso nesta quarta. Entre suas vítimas estão juíz, delegado e escrivão da Polícia Federal (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Wilson Lopes Junior, de 40 anos, foi preso nesta quarta. Entre suas vítimas estão juíz, delegado e escrivão da Polícia Federal (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Inaê Brandão, G1 RR
O sargento da aeronáutica Wilson Lopes Junior, de 40 anos, foi preso preventivamente na manhã de quarta-feira (7) em Boa Vista. Ele é suspeito de aplicar golpes milionários em pelo menos 48 pessoas. O prejuízo chega a quase R$ 6 milhões.
Além do sargento, foram presas a esposa dele Vanessa Valéria A. dos Santos e a mãe dela Reginalda de Oliveira A. dos Santos. Um outro suspeito de envolvimento nos golpes está foragido.
Todos devem responder pelo crime de estelionato agravado por ter sido praticado por várias pessoas. A polícia investiga se isso pode caracterizar o crime de organização criminosa.
Ao longo de seis meses de investigação, a Polícia Civil concluiu que através da empresa Imobiliária RWA Imóveis e Construção Civil, Lopes firmava contrato de obras para construção, reforma e venda de imóveis e terrenos que não eram entregues.
Depois que a vítima transferia parte do valor acordado para o serviço, o sargento desaparecia com o dinheiro.
“Ele perdia o contato com a vítima, bloqueava a pessoa no aparelho celular e tinha uma pessoa que sempre informava que ele estava viajando”, disse Darlinda de Moura Viana, titular da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública.
Uma das contratantes da imobiliária, que eram sempre pessoas com alto poder econômico, chegou a ter um prejuízo de R$ 1,7 milhão. Entre as vítimas estão um juiz, delegado da Polícia Federal e um escrivão da PF.
A expectativa da Polícia Civil é que o número de vítimas aumente com a prisão dos suspeitos. Os golpes eram praticados há mais de dois anos, segundo a Civil.
Para ganhar a confiança das pessoas, Wilson, que é sargento mecânico da base aérea, se passava por capitão e piloto de aviões da Aeronáutica.
“Ele andava somente em carros de alto luxo. Foi capaz inclusive de alugar um veículo por R$ 10 mil mensais para as vítimas sempre acharem que ele estava fortalecido no mercado”, disse o delegado, Rodrigo Gomide, também da DRCAP.
Em um dos casos, uma das vítimas, uma pessoa com alto poder aquisitivo, contratou a empresa para fazer uma reforma e foi convencida por ele a demolir a casa e construir uma nova.
“Além de perder os R$ 230 mil que deu de entrada ainda teve a casa demolida”, disse Darlinda.
Os mandados de prisão preventiva foram emitidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas em 5 de março. Os suspeitos foram encontrados nesta manhã nas próprias casas.
À polícia, eles negaram as acusações. Lopes chegou a afirmar que era vítima na situação. “Até chorar ele chorou”, disse Gomide.
“Formalmente os contratos são sempre em nome de terceiros. Estamos apurando também que ele usou um terceiro como laranja e isso é fraude tributária”, afirmou Rodrigo.
A esposa e a sogra do sargento ajudavam no desenvolvimento do esquema. Segundo a polícia, Vanessa também trabalhava na captação de clientes e a mãe dela dava suporte na sede do local aos criminosos.
O homem que está foragido é a pessoa que formalmente seria o dono da empresa. Entretanto, segundo o delegado, todas as vítimas contam que tratavam dos negócios somente com o sargento.
Lopes está preso na Base Aérea de Boa Vista e as mulheres foram levadas para a Cadeia Pública Feminina.
G1/montedo.com
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