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Sobre o General  Sérgio Westhpalen Etchegoyen,  pode-se afirmar que ‘não nasceu de susto’, como se diz lá em Bagé, quando se quer dizer que alguém é desassombrado.
Tão logo foi confirmada sua nomeação por Temer para o recriado GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a mídia tratou de desencavar um episódio marcante da carreira do general.
Lembra Lauro Jardim, em sua coluna de O Globo: como capitão, Etchegoyen amargou oito dias de prisão por ter enfrentado o temido general Newton Cruz. Em  1983, no fim do governo Figueiredo,  Cruz chamou de mau caráter quem fosse depor numa CPI do
Congresso. Como seu pai, o general Léo Etchegoyen, era o mais notório dos depoentes, Sérgio levantou-se, rebateu Cruz e foi preso no ato.
Em episódio recente, a inclusão do nome de seu pai no relatório final da Comissão da Verdade gerou a única manifestação de um oficial da ativa em relação ao documento. Em nota, ele o classificou como ‘leviano’.
Como se vê, o general está longe do perfil político/carreirista/servil que caracteriza boa parte dos integrantes da cúpula militar das Forças Armadas. Certamente, Dilma não teria peito para expulsá-lo do elevador privativo, como fez certa vez com o General Elito.
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