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| Reportagem do ‘Sunday Express’ diz que thatcher ficou furiosa com ação do Brasil durante guerra das Malvinas |
Daniel Buarque
Documentos secretos da diplomacia britânica recém-revelados mostram que a premiê Margaret Thatcher ficou “furiosa” com o Brasil durante a Guerra das Malvinas, nos anos 1980.
Segundo o jornal “Sunday Express”, Thatcher chegou a ameaçar o Brasil de “sérias consequências” depois que o país apreendeu um bombardeiro inglês que precisou pousar no Rio.
Telegramas do Foreign Office, o ministério de relações internacionais inglês, de 1982, mostram que a premiê pediu uma intervenção dos Estados Unidos contra o Brasil.
“Nas circunstâncias, brasileiros não devem ter dúvidas de que o governo de sua majestade considera que a revogação da decisão anunciada ontem [de liberar o avião] terá consequências muito sérias”, dizia o telegrama enviado pela premiê à embaixada britânica no Brasil.
O jornal explica que o bombardeiro Vulcan precisou fazer um pouso de emergência no Brasil depois de atacar um radar argentino nas Mavinas. O Brasil teria cedido a pressões argentinas para confiscar o avião, até que Inglaterra e EUA entraram na disputa diplomática.
O Brasil acabou liberando o bombardeiro uma semana depois, poucos dias antes do fim do conflito entre Reino Unido e Argentina.
Blog do BRASILIANISMO/montedo.com

Respostas de 4
Reportagem sensacionalista do tablóide inglês.
O que o Brasil fez foi tão somente seguir o prescrito na convenção de Genebra, para a situação apresentada. Na condição de país neutro, autorizou o pouso de emergência, liberou a tripulação, mas reteve a aeronave até o final do conflito. Houve protesto inglês sim, mas a posição brasileira foi mantida, pois estava embasada no já citado tratado internacional. E que história é essa de "pressão argentina"? Com base em que e com quais instrumentos? Façam-me o favor. A Argentina estava é tomando um couro, não tinha condições de pressionar ninguém.
O detalhe é que a manchete ainda cita "Our bombers" ("nossos bombardeiros"), quando na verdade se tratou de uma única aeronave Vulcan – que por sinal invadiu o espaço aéreo brasileiro, pedindo ajuda pelo canal de emergência internacional. A "intervenção" pedida aos EUA não teve outra finalidade senão aproveitar o bom relacionamento entre os então presidentes Ronald Reagan e Figueiredo. Em suas memórias, o general brasileiro comentou que o presidente americano realmente pediu a liberação da aeronave, ao que Figueiredo respondeu "não posso autorizar isso, pois a guerra passa, mas o Brasil fica. Mantenho a neutralidade e a aeronave, até que Argentina e Grã-Bretanha resolvam suas pendengas.", ao que Reagan teria dito, "sim, você tem razão,".
E vamos e convenhamos: o bombardeiro inglês acabou não fazendo falta, no fim das contas.
Um abraço a todos.
O Brasil estava entre a cruz e a espada e, acho, que fez o correto para não ofender seu aliado e parceiro, a Argentina.O que aconteceu depois, era o que se esperava, a diplomacia entra em campo e resolve-se tudo.Essa senhora era "atrevida" pois se achava dona do mundo.
Pessoal vamos imaginar uma coisa:
Se à época o Presidente do Brasil não fosse o Gen Figueiredo e sim Lula ou Dilma!
Lula iria depois de longos meses de enrolação, mesmo após o fim da guerra, iria doar o bombardeiro Vulcan aos "cunpanheiros" da Venedroga.
Dilma após um "discurso evocando a "mulher sapiens" e o uso racional do vento engarrafado no resfriamento da mandioca" iria vender o vulcan no estilo Pasadena!
Que tiver idéias melhores contribuam!
Eu penso que o governo do Brasil esta errado jamais um representante do pais que é o presidente não deve ceder pressão de qualquer pais com ameaça ai que não pode ceder mesmo! E responder conforme a altura que o país ameaçou.