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DF pede ajuda às Forças Armadas após achar munição 2 vezes em lago
De uso restrito, balas de fuzil podem derrubar avião e perfurar blindados.
Cartuchos foram ‘pescados’ no Paranoá nos dias 10 e 16 de agosto.
Munição recolhida pela PM no Lago Paranoá, em Brasília (Foto: Polícia Militar/Reprodução)
Do G1 DF
A Polícia Civil do Distrito Federal pediu ajuda às Forças Armadas para descobrir os donos dos kits com munição de fuzil achados submersos no Lago Paranoá no domingo (16). Mais de 300 cartuchos de balas de calibre 7 milímetros e 7,62 milímetros foram achados por pescadores na altura da QI 17 do Lago Sul. Foi o segundo caso em seis dias.
A munição foi encaminhada para perícia. Segundo a Polícia Militar, que retirou os cartuchos do lago, balas desse tipo são empregadas em fuzis de uso restrito das Forças Armadas. Ela é capaz, por exemplo, de derrubar avião e perfurar tanques blindados.
Nesta segunda, mergulhadores do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) voltaram a entrar no lago em busca de mais munição. Eles passaram três horas submersos, mas não encontraram nada.
“Nesse tipo de situação, a gente tenta aprofundar mais, colar muito o rosto próximo ao fundo, e pelo tato também”, explicou o sargento Jonas.
O comentarista de segurança da TV Globo, Daniel Lorenz, disse acreditar que alguém tenha descartado a munição no local por saber que a posse ilegal dela é crime. “É muito pouco provável que encontrem impressões digitais, mas poderão trabalhar na origem dessa munição, quem fabricou e onde ela poderia estar estocada antes de ser descartada dentro do lago.”
Primeiro caso
No dia 10, equipes da PM retiraram do Lago Paranoá cerca de mil balas para armas de uso exclusivo das Forças Armadas, com calibres diferentes das balas deste domingo.
Segundo a corporação, foram encontradas 947 munições, sendo 450 de calibre .45, uma pistola utilizada em guerra, com alto poder de perfuração, e 72 de um tipo de fuzil capaz de derrubar avião e perfurar tanque blindado. No mesmo local, havia ainda 260 munições de 9 mm, 160 de 5.56 e 5 de 6.35 mm.
“A gente ficou surpreso, não é comum encontrar munições de um calibre tão pesado como este. A gente também desconfia que pode ter até arma por aqui. Os trabalhos vão continuar até o final do dia”, afirmou o capitão Teles Silva, da PM.
G1/montedo.com
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