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Governo começa a pagar Soldados da Borracha

A partir da próxima segunda-feira, 2, o Governo Federal inicia o pagamento de indenização para cerca de 11,8 mil pensionistas ligados à produção de borracha, entre ex-seringueiros e dependentes.

A presidente Dilma Rousseff autorizou o pagamento nesta quinta-feira, 26, de indenização de R$ 25 mil aos conhecidos como Soldados da Borracha, no qual incluem trabalhadores que atuaram no meio da selva amazônica.

O Governo considera que esses trabalhadores realizaram um esforço de guerra na economia. Cerca de 20 mil soldados da borracha morreram na floresta vítimas de doenças e picada de cobra. Muito deles que sobreviveram estão cegos e outros padecem em cadeira de rodas.
Autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B/AM) comemorou a decisão da presidente.
“Estou muito emocionada. Foi uma luta que começou em 2002 quando apresentei a PEC na condição de deputada federal. Minha proposta tentava igualar a pensão desses bravos brasileiros a dos que combateram na 2ª Guerra Mundial. Infelizmente não conseguimos 100%, mas acabou sendo um reconhecimento histórico do papel desempenhado por eles”.
Segundo o último levantamento feito pela parlamentar junto à Previdência Social, em janeiro deste ano, são 11.792 pensionistas em todo o Brasil. Entre esses, cerca de 5,2 mil ex-seringueiros e outros 6,5 mil dependentes.

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O Acre é o estado com o maior número de beneficiados (6.871), seguido do Amazonas (1.792) e Rondônia (1.640). Serão investidos na economia do país R$ 294,8 milhões.
Esforço de guerra e os Soldados da Borracha
Os soldados da borracha foram recrutados em 14 setembro de 1943 pelo Governo Federal. O Decreto-Lei 3225, de 14 de setembro 1943, considerou que a produção da borracha era essencial ao esforço da guerra e à defesa militar do País.
Ao final da guerra, esses ‘soldados’ não receberam o tratamento que esperavam do Governo Federal.
O Brasil participou da Guerra em duas frentes: uma diretamente, nas batalhas na Europa; e a outra na Amazônia, com a extração do látex para a fabricação da borracha vegetal, necessária aos países aliados, que tinham perdido o fornecimento dessa fonte de matéria-prima após a ocupação japonesa nos territórios dos países do sudeste asiático.
Surgiu/montedo.com

Comento
Setenta e dois anos depois o governo resolve dar uma esmola de R$ 25 mil (são menos de R$ 350 por ano) a um punhado de nonagenários sobreviventes dos milhares de jovens que foram abandonados à própria sorte na Amazônia ao final da Segunda Guerra Mundial e ainda tem quem comemore.  Uma vergonha, isso sim!
O blog tem um extenso acervo de notícias sobre os ‘Soldados da Borracha’. Confira clicando aqui.

Vinte e cinco mil é ‘prum’ deputado tomar café de manhã!
Em maio de 2014, Belizário Costa, 96 anos, ex-seringueiro, discursou no encerramento da sessão do Congresso que promulgou emenda à Constituição que indeniza em R$ 25 mil os chamados “soldados da borracha”. 
Belizário criticou o baixo valor do benefício e a demora na aprovação da matéria. A senadora Vanessa Grazziotin, que presidia a sessão e a Deputada Perpétua Almeida (PT/AC), filha de seringueiro, não sabiam onde enfiar a cara. A senadora chegou a insinuar que o discurso do serigueiro, analfabeto, mas sábio, teria motivação política.

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