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Soldados do Exército são presos no DF suspeitos de roubo a postos
Militares enchiam tanque para despistar e depois assaltavam frentistas.
Roubos foram registrados em pelo menos oito regiões do Distrito Federal.
Soldados do Exército foram presos pela Polícia Civil acusados de assaltarem postos de gasolina no DF (Foto: Natalia Godoy/G1)
Soldados do Exército foram presos pela Polícia Civil acusados de assaltarem postos de gasolina no DF (Foto: Natalia Godoy/G1)
Do G1 DF
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta terça-feira (18) quatro soldados do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas do Exército suspeitos de roubar ao menos 20 postos de combustíveis em cinco meses. Outros dois integrantes do grupo foram presos no mês passado, segundo a polícia.
Os seis soldados estão presos no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, à disposição da Justiça Comum. O Exército informou que coopera com as investigações e que “repudia veementemente atitudes dessa natureza”.
O delegado Ricardo Viana disse que a quadrilha enchia o tanque de carros e motos usados nos roubos, para despistar os frentistas. “Quando o grupo todo estava em conjunto, chegava em um carro, abastecia o carro, enchia o tanque. Os frentistas achavam que era cliente. Duas motos chegavam no local e aí [os assaltantes] rendiam os frentistas”, afirmou.
As investigações sobre a atuação do grupo teve início no dia 11 de outubro, quando foram registrados 11 assaltos a postos no DF. Na delegacia, porém, os suspeitos confessaram que naquele dia assaltaram 14 postos, segundo a polícia.
Fachada do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas do Exército, em Brasília, onde os soldados trabalham (Foto: Natalia Godoy/G1)
Fachada do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
do Exército, em Brasília, onde os soldados
trabalham (Foto: Natalia Godoy/G1)
Além do dinheiro dos frentistas, os ladrões levavam também celulares. Na casa de um dos suspeitos, foram achados oito aparelhos, uma arma falsa e munição. Uma arma de fogo usada nos crimes não foi encontrada.
A escolha por postos de combustível para os roubos se deve à vulnerabilidade desse tipo de estabelecimento, segundo o delegado, por oferecer “situações fáceis de se subtrair quantias”.
Os dois soldados presos no mês passado estão sob a tutela da Polícia do Exército. Os outros quatro foram presos preventivamente pela Polícia Civil, mas vão ser transferidos ainda nesta terça para uma instalação militar.
Os seis vão ser julgados pelas justiças comum e militar. Eles vão responder pelos crimes de roubo circunstanciado por emprego de arma de fogo e associação criminosa na Justiça comum. Se condenados, eles podem pegar mais de 13 anos de prisão. O delegado não soube informar a que processos eles estão sujeitos na esfera militar.
G1/montedo.com
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