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Mulher é impedida de entrar em hospital militar com saia curta

Estudante não conseguiu ser atendida na unidade de saúde. Foto: Ivan Melo/Esp.DP/D.A.Press


Na manhã de desta sexta-feira (07), a estudante Caroline Pereira Coelho, de 23 anos, passou por uma saia justa ao tentar entrar no Hospital Militar de Área do Recife (HMAR), na Rua do Príncipe, Centro. Beneficiária do serviço de saúde da corporação desde a infância, ela foi barrada na unidade por trajar uma saia justa e acima do joelho. A determinação, expressa na porta de entrada do policlínica, causou espanto em outros pacientes que chegavam.
O episódio gerou uma discussão que envolveu Caroline, a recepcionista e o superior do dia, que teria definido a reivindicação da estudante como “alopração”. Segundo Caroline, nos últimos três meses ela deu entrada na emergência do hospital várias vezes por causa de uma infecção urinária e precisava agendar uma consulta. “Na emergência, só recebemos um paliativo. Frequento a policlínica há anos e nunca fui impedida de entrar por conta da minha roupa”, reclama.
O aviso, assinado pela direção e em letras maiúsculas, veta a “entrada e o trânsito de militares e civis no interior do HMAR, trajando: bermudas, shorts, camisestas, sandálias, bem como trajes minúsculos incompatíveis com o que requer o ambiente de trabalho”. O questionamento de Caroline se ampara no último trecho. “O ambiente de trabalho não é meu. Essa determinação deve ser aplicada apenas aos militares e funcionários”, reclama.
De acordo com o sargento Roberto, que prestava esclarecimentos aos desavisados, a determinação está amparada em uma lei, mas não soube informar qual, que define o tipo de vestimenta que pode ser usada em repartições públicas.
Em nota, a Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Nordeste (CMNE) respondeu que “no Hospital Militar, assim como qualquer Organização Militar ou qualquer Repartição Pública, se faz necessário o trânsito de usuários com roupas compatíveis com o local. A única exceção é a Emergência, onde não há restrição a roupa, diante do próprio estado de saúde em que se encontram aqueles que a procuram.”
O comunicado ainda diz que o estabelecimento de trajes compatíveis está amparado no Regulamento Geral dos Serviços Gerais (RISG) e em todo o ambiente hospitalar há avisos sobre a utilização de roupas para transitar em instalações de qualquer organização militar.
Para o órgão, não houve impedimento ou cerceamento da entrada ou de atendimento no Hospital Militar de Área do Recife (HMAR), “apenas a necessidade de que se cumpra as normas relativas ao traje em Organizações Militares.”
DIARIOdePERNAMBUCO/montedo.com
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