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Atualização das 16h37:
Segundo o delegado adjunto da 21ª DP (Bonsucesso), Fabrício Costa, os fuzileiros navais que atuam na comunidade seriam os responsáveis pela morte de “Parazinho” ou”Feio”.

Força de Pacificação completa uma semana de ocupação neste sábado (12).
Em protesto, grupo fechou parcialmente Linha Amarela, que já foi liberada.
Soldados do Exército na comunidade da Maré (Foto: Carlos Moraes/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)
As Forças Armadas ocuparam a Maré no dia cinco de abril. (Foto: Carlos Moraes/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)
Do G1 Rio
Um homem morreu, na manhã deste sábado (12), após uma troca de tiros com a tropa da Força de Pacificação que fazia o patrulhamento na Vila Cruzeiro, no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. Esse é o primeiro registro de morte na comunidade após uma semana da ocupação das Forças Armadas, que aconteceu no dia 5 deste mês.
Tropas do Exército e da Marinha substituíram parte do efetivo da Polícia Militar na região. A operação batizada de “São Francisco” — coordenada pelo Comando Militar do Leste (CML) — tem 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada da 21ª DP (Bonsucesso).
De acordo com a assessoria da Força de Pacificação, um veículo do Exército se deslocava pela Avenida do Canal quando os militares encontraram dois homens suspeitos. A dupla fez disparos contra os oficiais e houve troca de tiros no local.
Em uma situação semelhante na sexta (11), também de acordo com relato do Exército, um menor foi atingido em confronto com os militares. A tropa teria realizado um disparo de fuzil, que atingiu o rapaz em uma das pernas.
Um dos suspeitos, conhecido como “Parazinho”, segundo informou a Força de Pacificação, foi baleado e morreu no local. Os agentes chegaram a chamar equipes de primeiros socorros, mas ele não resistiu.
Ainda de acordo com a assessoria da Força de Pacificação, junto com a vítima foram encontrados um rádio transmissor e cartuchos de calibre nove milímetros. O outro suspeito conseguiu fugir com os armamentos.
Uma equipe de peritos foi ao local por volta de 10h30. Enquanto os agentes esperavam, houve princípio de confusão com alguns moradores da comunidade. Eles se dirigiram para a Linha Amarela e iniciaram um protesto por conta da morte, bloqueando parte da via.
A Polícia Militar controlou o ato e liberou a pista para o tráfego de veículos, segundo informações da assessoria da Força de Pacificação da Maré.
Ocupação da Maré
De acordo com o Ministério da Defesa, a Força de Pacificação atuará até o dia 31 de julho em uma área de aproximadamente dez quilômetros quadrados. A ação será comandada pelo general de brigada Roberto Escoto, comandante da Infantaria Paraquedista, uma unidade de emprego estratégico do Exército.
No primeiro fim de semana de ação, oito pessoas foram detidas, três menores apreendidos, armas e drogas foram localizadas. Um soldado do Exército chegou a dar tiros de advertência após um homem ser encontrado ferido em um valão.
Antes da ocupação
A Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) divulgou as ocorrências referentes ao cerco operacional e à ocupação do Conjunto de Favelas da Maré desde a chegada do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no dia 21 de março, até 6h do dia 4 deste mês.
Em 14 dias, 162 pessoas foram presas e cerca de R$ 54 mil e 11 dólares em espécie foram apreendidos. Ao todo, 16 criminosos morreram nas ações e oito ficaram feridos.
Prisão de Menor P
O traficante Marcelo Santos das Dores, conhecido como Menor P, foi preso no dia 26 de março por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal. Ele é suspeito de chefiar o tráfico de drogas no Conjunto de Favelas da Maré e de ter agredido o jogador Bernardo, do Vasco, por um envolvimento do meia com Daiane Rodrigues, que seria “namorada número 1” do criminoso.
O traficante foi localizado em um condomínio de luxo em Jacarepaguá, na Zona Oeste, e não resistiu à prisão.
A recompensa oferecida por informações que levassem à prisão de Menor P — que estava foragido da Justiça — era de R$ 2 mil, segundo o Disque-Denúncia. Na ficha criminal do traficante, além de tráfico de drogas e associação para o tráfico, há outros crimes como homicídio e torturas. Ele é suspeito também de ordenar esquartejamentos de ex-comparsas e de participar da execução de um engenheiro que entrou por engano na favela.
G1/montedo.com
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