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Pâmela Oliveira 
A participação das Forças Armadas na ocupação do Complexo da Maré, prevista para este sábado, vai mobilizar 2.500 militares. O conjunto de favelas na Zona Norte do Rio deverá permanecer ocupado por tropas federais até 31 de julho, segundo previsto no decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) assinado pela presidente Dilma Rousseff.
As Forças Armadas substituição policiais militares do Rio, que ocuparam no último domingo conjunto de favelas. A operação terá a participação de 2.050 militares da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército e 450 homens da Marinha. Serão mantidos no local 200 policiais militares.
De acordo com o general Ronaldo Lundgren, chefe do Centro Operacional do Comando Militar do Leste, as Forças Armadas estão autorizadas a realizar patrulhamento ostensivo, revista e prisões em flagrante. O general afirmou, durante coletiva de imprensa no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio, que a o Exército disponibilizará um telefone para que os moradores da Maré possam fazer denúncias de abusos cometidos por militares.
“A tropa vai agir de acordo com as regras. Além disso, não teremos soldados atuando isoladamente. Todos atuarão em pequenos grupos para reduzir o risco de problemas. Não digo que não possam ocorrer falhas, mas estamos preparados para tomar as providências que são cabíveis caso as falhas ocorram”, afirmou Lundgren.
De acordo com o general, por questões estratégicas, o horário do início da operação não será divulgado. De acordo com o decreto que estabelece a GLO, as tropas federais podem entrar no conjunto de favelas a partir de 0h do dia 25. É provável, no entanto, que a operação comece nas primeiras horas do sábado.
VEJA.com/montedo.com
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