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“[…] sem bancada não há solução! Quem não tem bancada não tem nada!”


João Bitencourt*
Mais uma convocação da família militar, para as insanas, despropositadas e inócuas marchas, feita agora Deus sabe por quem, para que no dia 22/03, todos marchem, a fim de promoverem mais uma das inúteis badernas, sempre como pano de fundo, as reivindicações dos militares, quando, em verdade, como venho alertando há alguns anos, além de se revelarem sem qualquer resultado prático, têm, isso sim, objetivos de orquestrarem candidaturas de “dirigentes” de associações ou de “entidades” que congregam militares da reserva, e, para isso, sem qualquer pudor, ou responsabilidade, usam os familiares – principalmente as mulheres, pensionistas e da reserva – que, ingênuos e de boa-fé, não se dão conta, que estão sendo usados.
Marchas, apitaços, narigaços ou mesmo generalaços, de nada adiantam, como podemos ver daqueles todos que já “aconteceram”, uma vez que a mídia em geral, nada noticia, e a população civil ou mesmo a destinada, a militar, não toma conhecimento, sendo que o governo, simplesmente as ignora. Os cães ladram e a caravana passa!
Não foi à toa que os ex-inquilino do Planalto, o molusco bêbado inveterado, na Venezuela recentemente, se referiu aos militares como “esses caras”; “na minha época viviam me enchendo o saco, pedindo”; além de tecer outros comentários desairosos e desrespeitosos quanto aos militares. Lembram???
Falo porque tenho certeza e prova de que de nada servem, senão à propósitos outros, mas jamais aos interesses mais prementes e justificáveis de uma classe trabalhadora aviltada, espoliada, vilipendiada e humilhada nos últimos 10 ou 12 anos, que é a dos militares.
Há poucos anos, me lembro bem, ainda hoje, fui instado por um colega e amigo do EB a ir participar para ver de perto o que é, e como funciona esta manobra de massas. Já tinha a ideia da inutilidade disso, mas depois de relutar fui, atendendo ao amigo e não gostei do que vi, assisti e presenciei.
Chegamos ao local indicado que foi, exaustivamente, num SITIO de militares, as escadarias do Palácio Duque de Caxias, aqui no Rio. Um grupo já se acotovelava nas escadarias, calados e na espera dos “lideres” do movimento. Nada de chegarem! O tempo foi passando e eu e o colega resolvemos nos juntar e lá descobrimos que quem havia convocado não se encontrava no local: “estavam vindo, diziam!”
Resolvi assumir o comando com a concordância de alguns, da FAB, que me conheciam, me identifiquei, e iniciamos então, cantando o hino nacional e, pouco antes de iniciar à caminhada rumo à Candelária, eis que chegam as organizadoras da UNEMFA, três, Adelinha e mais duas, num ônibus “cacarecado”, algumas faixas – duas ou três -, que, desoladas, informaram que vindas da área de Santa Cruz/Campo Grande – Zona Oeste -, não tinham conseguido arregimentar mais ninguém. Estavam, cansadas e sem ímpeto algum!
Seguimos então, sob o meu comando. Lembro lhes que eu fui para assistir e não tinha nada com a marcha e seus “organizadores”. Fomos até a Candelária, depois Distrito Naval, de onde nos dispersamos, não sem a vigilância dos guardas do Distrito, com cães.
Dos “organizadores” da UNEMFA, só Adelinha e as outras duas, como disse, compareceram, atrasadas, mas compareceram, enquanto os outros, então Capitão LF e o Capitão Pimentel, não deram as caras. Este último, no dia seguinte, postou no RESERVAER, a sua indignação, pois disse ter chegado atrasado, e que “viu um cara alto de bigode, terno e gravata, mais parecendo um oficial da inteligência do EB, comandando”, então triste, foi beber com a filha num bar próximo, onde encheu a cara. Aquele cara era eu!
Isso senhores, há mais de seis anos, se me lembro, assim como agora, num ano de eleições que se aproximam. Bem do tipo!
Então, critico e não é de hoje, essas bazófias, porque acompanho e participei de uma delas, ativamente, no dia, e me foi de vital importância, pois assim me vejo, como testemunha ocular, em condições para afirmar que de nada adiantam, são estéreis, inócuas, sem qualquer resultado prático, bom e em favor dos militares, pois ninguém dá ouvidos e a mídia ignora.
Só servem, reafirmo, aos interesses de quem “organiza”, uma vez que se promovem às custas daqueles que, ingenuamente, vão e acreditam que estão participando de um movimento que dará resultados, usados como massa de manobra, não vêm, depois, nenhum resultado ou vantagem para os militares. São usados, TODOS, aposentados e pensionistas, mulheres e homens da reserva, na espera pelo milagre, que nunca vem, ou virá!
Quem quiser ir, que vá, mas sabendo que isso não passa de um coisa vã que servirá, isso sim, para lançar candidaturas no próximo pleito, se apresentando como paladinos e defensores da família militar, usando como bandeira, esse “movimentos”, quem nunca deram em nada, e não darão. Creiam!
Me cobrem amanhã, o que afirmo hoje, e tenho dito sempre!
Por fim, sempre “pregando no deserto”, exorto a TODOS, inclusive as Associações e Clubes para a reunião, a união e a luta, na direção da realização da BANCADA MILITAR no Congresso, única, capaz e real atividade da classe que poderá ser a nossa REDENÇÃO, como movimento legal e legítimo de lutas no Congresso, sem o que, continuaremos chorando e implorando, por dias melhores, o que, sem a BANCADA na Casa Legislativa, repito, nunca atingiremos.
ACREDITEM POIS SEM BANCADA NÃO HÁ SOLUÇÃO!
QUEM NÃO TEM BANCADA NÃO TEM NADA!
Pensem nisso!
Abraços
*Advogado criminalista e ex- Sargento da FAB

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