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Morre o soldado 30 anos escondido na selva, por pensar que a II Guerra não tinha terminado
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ANTÓNIO HENRIQUES
Chegou ao fim a derradeira batalha do soldado japonês que julgou que a II Guerra Mundial ainda decorria, três décadas depois do fim do conflito militar.
Hiroo Onoda morreu aos 91 anos, depois de 30 escondido algures na selva das Filipinas, por temer os adversários daquela guerra.
Até finais de 1974, este soldado japonês empreendeu uma forte guerrilha na selva, na ilha de Lubang, localizada perto de Luzon. E só encerrou essa luta armada porque conseguiram convencê-lo de que aquele conflito mundial tinha terminado.
Durante estes 30 anos, e por diversas vias, tentaram demover o soldado do Japão. Mas sem sucesso. A II Guerra Mundial prosseguiu, para Onoda, até 1974, altura em que um comandante lhe ordenou que entregasse as armas.

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Desde 1945 até 1974, Hiroo Onoda cumpriu diversas missões, em nome da sua segurança, na ilha de Lubang, onde o deixaram com ordens para nunca apresentar a rendição. O japonês cumpriu as ordens à risca, muito para além do grande conflito militar.
Ao lado de Onoda estavam mais dois soldados. E um deles regressou ao Japão no ano de 1950, revelando a realidade que viveu na selva filipina e contando que Hiroo permanecera no local.
Hiroo Onoda recebeu treino de oficial de informações e também de instrutor de táticas de guerrilha. Na altura em que foi para Lubang, por ordens superiores, indicaram-lhe que nunca se rendesse e para jamais participar em ataques suicidas. Teve de resistir até à chegada de reforços. E o soldado cumpriu as ordens à risca.
Esta história de vida de Hiroo Onoda valeu-lhe a alcunha de “último soldado japonês”.
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