Escolha uma Página
Andrew Garthwaite perdeu o braço direito durante uma missão no Afeganistão. Depois de 18 meses de reabilitação, consegue mover o braço biônico apenas ao pensar
Andrew Garthwaite, de 26 anos, instalou a prótese em janeiro de 2012, em uma cirurgia de seis horas feita na Áustria (Foto: EFE/Andrew Garthwaite)
Andrew Garthwaite, de 26 anos, instalou a prótese em janeiro de 2012, em uma cirurgia de seis horas feita na Áustria (Foto: EFE/Andrew Garthwaite)
O soldado britânico Andrew Garthwaite fez a primeira demonstração pública de seu braço biônico, controlado pela mente, nesta quarta-feira (11). Depois de meses de reabilitação, ele mostrou aos seus colegas e à Minisitra da Defesa britânica, Anna Soubry, como já é capaz de mover os dedos e realizar gestos complexos com a mão protética usando, para isso, apenas a força do pensamento.
Garthwaite, hoje com 26 anos, foi atingido por uma granada durante uma operação militar contra o talibã no Afeganistão em setembro de 2010. A granada lhe tirou um braço e matou um de seus colegas.
Andrew aprende a usar o novo braço após a operação em Viena. Foram necessários 18 meses de reabilitação para o soldado adquirir controle fino dos movimentos (Foto: Ministério da Defesa do Reino Unido)
Andrew aprende a usar o novo braço após a operação em Viena.
Foram necessários 18 meses de reabilitação para o soldado
adquirir controle fino dos movimentos
(Foto: Ministério da Defesa do Reino Unido)
De volta à Inglaterra, o soldado tornou-se uma das primeiras pessoas no mundo a receber um braço biônico. A tecnologia permitia que ele movesse os dedos da mão postiça e garantia maior mobilidade que uma prótese comum. Em janeiro de 2012, Garthwaite tornou a virar notícia: ele teria as conexões nervosas do braço reconstruídas, de modo a controlar sua prótese apenas com a força do pensamento.
O processo de implantação do braço começou em janeiro de 2012, quando Garthwaite passou por seis horas de cirurgia em um hospital na Áustria. Os cirurgiões em Viena reimplantaram as terminações nervosas do braço amputado no peito do soldado. Feito isso, foram necessários mais 18 meses até que ele aprendesse a controlar os movimentos do novo membro. A operação foi financiada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.
Segundo disse à rede britânica BBC, o processo de recuperação foi doloroso. Mesmo hoje, depois de muito treino, ele precisa tomar certos cuidados ao fazer movimentos mais sutis: se pensar em mover o dedo mindinho muito rapidamente, o sistema interpreta mal o comando e faz a mão direita girar 360°.
ÉPOCA/montedo.com
Skip to content