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Polícia aponta militar pelo atentado à bomba em Rio Pardo
Ele seria ex-padrasto da namorada do médico, dono do consultório onde Manoela trabalhava
Polícia revela hoje detalhes sobre atentado a bomba(Foto: Gazeta do Sul/Rozana Ellwanger
ROZANA ELLWANGER
Rio Pardo (RS) – Em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira, 21, a Polícia Civil de Rio Pardo revelou as primeiras informações oficiais sobre o caso do secador de cabelo usado no atentado contra a vida de Manoela Martins Ferreira, de 19 anos, secretária em consultório médico da cidade. Segundo o delegado Anderson Faturi, o militar Alexandre José Gerasch, de 46 anos, que está afastado de suas atividades por problemas psicológicos, foi quem teria produzido o artefato entregue no local onde a jovem trabalhava, no último dia 4 de novembro.
Gerasch é ex-padrasto da namorada do médico, e sua intenção seria atingi-la, pois a jovem teria criado empecilhos para a reconciliação. No entanto, à pedido do médico, Manoela testou o secador e acabou sendo vítima do explosivo. Faturi confirmou ter imagens do militar numa papelaria, comprando o cartão que foi entregue junto com o artefato. Ainda segundo o delegado, o militar teria solicitado a um popular para que entregasse o secador no consultório.
De acordo com a Polícia Civil, Gerasch teria conhecimento suficiente para produzir uma bomba, pois tem em casa uma oficina, onde trabalha com elementos elétricos e mecânicos. O suspeito está recolhido no 7º Batalhão de Infantaria Blindado de Santa Cruz e vai responder processo por tentativa de homicídio. À polícia, Gerasch alega ter sido obrigado a produzir o artefato, o que, segundo Faturi, não passa de uma versão fantasiosa.
gaz/montedo.com
Nota do editor:
Trata-se do 3º Sargento do Quadro Especial Alexandre José Gerasch, do 7º BIB (Santa Cruz do Sul-RS).
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