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Homenagens a Jango geram mal-estar nas Forças Armadas
Klécio Santos
Jango no exílio. Foto Arquivo RBS
Jango terá honras de chefe de Estado em seu novo sepultamento. As homenagens, contudo, causam constrangimento na caserna, em setores das Forças Armadas, já que quase 50 anos depois de derrubarem João Goulart, os militares terão de bater continência ao caixão do líder trabalhista. Faz parte do protocolo.
O cerimonial ainda está em discussão, elaborado pela Presidência da República e o Ministério da Defesa. Dilma Rousseff também quer uma recepção com pompa na Base Aérea de Brasília logo após a exumação em 13 de novembro. Na Capital Federal serão feitas as coletas das amostras para os exames toxicológicos na tentativa de esclarecer se Jango morreu de causas naturais ou se foi envenenado por agentes da repressão.
Após essa etapa, Jango será sepultado novamente em São Borja. A data provável é 6 de dezembro, quando a morte do trabalhista completará 37 anos. Pelo cerimonial de um chefe de Estado, Jango terá direito a escolta das Forças Armadas, ficará com a bandeira nacional em cima do caixão até instantes antes do sepultamento. O féretro tem guarda fúnebre em posição de sentido, há salvas de tiros e continência, além de luto oficial.
A situação é no mínimo irônica. Os militares quase não permitiram o enterro de Jango em São Borja. Agora, terão de homenagear o gaúcho, deposto pelo golpe de 64 e forçado ao exílio, onde morreu em 1976.
clicRBS/montedo.com

Comento:
Mal-estar nas Forças Armadas? Só se for entre os estrelados de pijama. Entre os altos coturnos da ativa, está tudo dominado. 
Para que fez que não viu os vândalos cuspirem na cara de um herói da FEB  e permitiu que Maria do Rosário inaugurasse uma placa sobre a morte do Cadete Lapuente na AMAN no dia do aniversário do carniceiro Che Guevara, prestar honras militares para os restos mortais de um ex-presidente deposto é sopa no mel.
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