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Nota do editor:
A notícia é de 17 de setembro, mas só agora tomei conhecimento.

EM FRENTE AO COLÉGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE, A MARIGHELLA LEMBRA ASSASSINATO DE LAMARCA

Alexandre Haubrich
(texto e fotos)
Um ato no início da tarde desta terça-feira, em frente ao Colégio Militar de Porto Alegre, lembrou os 42 anos do assassinato do Capitão Carlos Lamarca. A ação, organizada pela A Marighella, tentou construir diálogo com os estudantes do colégio onde Lamarca estudou, mas de onde teve seu nome apagado.
Foram entregues panfletos que contavam a história do Capitão e os integrantes da organização conversaram com os estudantes que saíam do colégio. Alguns alunos chegaram a assinar a ficha de filiação à Marighella, mostrando a receptividade à ação. Dois deles, inclusive, colaram adesivos da organização sobre seus nomes gravados nos uniformes.
Durante a ação, alguns professores passaram pelo local, observaram e perguntaram o que acontecia, o que causou certa tensão nos alunos. Segundo estudantes do Ensino Fundamental, eles foram proibidos de participar dos protestos que aconteceram em junho e julho. Uma aluna mostrou um jornal distribuído dentro do Colégio e que faz um chamado muito claro: ”As forças armadas têm o dever sagrado de impedir, a qualquer custo, a implantação do comunismo no Brasil”.
João Hermínio Marques, integrante d’A Marighella, disse que o objetivo do ato era “lembrar os alunos do Colégio Militar de que devem ter orgulho, porque aqui estudou o Capitão Lamarca”, e mostrou-se contente com a recepção: “alguns alunos se interessaram pelo panfleto, perguntaram quem foi o Lamarca, alguns alunos inclusive se filiaram à Marighella, carregaram os adesivos, um outro guri gritou ‘os presidentes do nosso colégio eram da Ditaura… então a gente percebe que não há aquele falso consenso de que todo o Exército é da direita, que todo aluno do Colégio Militar é conservador”. João explicou ainda que a principal preocupação agora é no sentido de que os alunos que conversaram com os manifestantes não sofram represálias dentro do colégio. Defendeu, por fim, a necessidade de o comando do Exército ser de esquerda, tornando essa uma instituição realmente popular, que esteja ao lado do povo.
*Após a publicação da matéria, um estudante do Colégio Militar entrou em contato para informar que os alunos do Ensino Médio não foram proibidos de participar das manifestações.
jornalismoB/montedo.com
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