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Sargento do Exército suspeito de fraudar CNH é preso
Polícia Civil ouviu nesta quarta-feira militar acusado de inserir dados falsos de interessados em comprar CNH sem exames

Mariana Bruno / Especial
Militar esconde o rosto ao chegar à DIG de Ribeirão Preto (Foto: Weber Sian – A Cidade)
A Polícia Civil de Ribeirão Preto pediu e a Justiça decretou a prisão temporária do sargento do Exército Cláudio Aparecido Chaves da Rocha, 39 anos, acusado de ser um dos mediadores no esquema de fraudes de CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O sargento, da base de exército, foi trazido à cidade na tarde desta quarta-feira (5), por escolta do Exército. Na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foi formalizada a prisão temporária de cinco dias.
O sargento deve ser encaminhado para a 5ª Circunscrição de Serviço Militar de Ribeirão Preto ou para Pirassununga. Na tarde desta quarta, três pessoas seriam ouvidas além do sargento: a proprietária e a secretária de uma autoescola e um despachante de Ribeirão.
Segundo o delegado titular da DIG, Paulo Piçarro, a polícia considera ter “fechado” e comprovado o esquema de fraudes nas emissões das CNHs. O próximo passo, segundo o delegado, é chegar aos beneficiários.
Até o momento, 11 pessoas foram presas a partir de mandados de busca e apreensão. Entre elas, três donos de autoescolas – dois de Ribeirão Preto e um de Jandira – um auxiliar de despachante, uma psicóloga e uma secretária. Porém, os nomes não foram divulgados.
Papel-chave
No esquema da quadrilha, o sargento Cláudio era quem tornava possível a fraude. Ele recebia as planilhas que continham dados das ‘futuras CNHs’ e assinava como examinador. O acusado então passava os dados para uma funcionária pública da Ciretran de Osasco, que era responsável por lançar os dados no sistema e liberar a emissão.
Segundo o advogado do sargento, Hamilton Paulino Pereira Júnior, o cliente trabalharia como motorista da mulher do general da base de Osasco e não teria acesso a nenhum sistema de CNH. 
“Vou entrar ainda hoje [quarta] com pedido de habeas corpus”.
O delegado explicou que os endereços que constavam nos cadastros das CNHs foi o que chamou a atenção durante as investigações. “A maioria aparecia com o endereço do quartel de Osasco, como se eles morassem lá”, afirma Piçarro.
A Cidade/montedo.com

Dúvida: motorista da mulher do general… Como assim???
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