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Guerreiros de selva brasileiros são os melhores do mundo, afirma sub-comandante do CIGS
Repórteres do Futuro visitam Centro de Instrução de Guerra na Selva
Repórteres do Futuro visitam Centro de Instrução de Guerra na Selva – Foto: João Paulo Brito
Karin Salomão e Stephanie Kim Abe
O Centro de Instruções de Guerra na Selva (CIGS) pretende, até 2031, formar mil Guerreiros de Selva (GS) por ano. A meta é aumentar as instalações e o efetivo, declarou o tenente-coronel Héber Costa, sub-comandante do CIGS. No ano passado foram formados 237 alunos.
Em visita feita pelos estudantes do Projeto Repórter do Futuro ao CIGS, Costa explicou o funcionamento da escola e a sua função de formar combatentes para atuar na defesa da Amazônia: “os nossos guerreiros de selva são considerados os melhores do mundo.”
O curso de operação tem duração de nove semanas e ensina desde procedimentos básicos da vida sobrevivência, como pescar, navegar e se locomover dentro da mata, até técnicas mais específicas, como fazer armadilhas e servir em um pelotão de fronteira do exército.
Apenas oficiais ou sargentos das unidades do Comando Militar da Amazônia (CMA) podem fazer os cursos de especialização do CIGS, que tem uma concorrência de três pessoas por vaga e capacidade para 100 alunos por turma. A taxa de evasão é de cerca de 13%.
Estudantes estrangeiros
Até hoje, já foram instruídos 5.365 guerreiros de selva brasileiros, espalhados pelo Exército, Marinha, Força Aérea e Policia Militar. Mas o curso também é oferecido a oficiais dos exércitos de outros países. Esses, no entanto, não assistem a todas as aulas. Isso porque algumas das questões estratégicas, como comunicação, são consideradas sigilosas.
A maior parte dos estrangeiros que frequentou o curso é formada por franceses (87), por causa da demanda de treinamento para os militares na Guiana Francesa. O tenente coronel Costa explica que os oficiais dos países vizinhos se adaptam melhor ao curso por já conhecerem o bioma amazônico.
Zoológico
Outro projeto do CIGS é a ampliação do seu zoológico, o segundo maior ponto turístico de Manaus, atrás apenas do Teatro Amazonas. O projeto visa construir novos recintos e área de selva para comportar mais animais até a Copa do Mundo de 2014.
Cerca de duzentos animais, entre eles exemplares das principais espécies da fauna amazônica, como onças, antas e macacos-prego, trazem diversas histórias. Alguns são apreendidos pelo IBAMA, outros são entregues ao CIGS por moradores rurais. O centro mantém algumas onças – símbolo do CIGS, assim como de todo o CMA –, mas algumas tornam-se verdadeiras mascotes do centro. Simba, a onça macho que hoje é mascote, foi recuperada de um atropelamento e chegou ao centro ainda filhote. Hoje, depois de seis anos convivendo com os militares, é uma das principais atrações de quem visita o CIGS. O zoo é assistido por três veterinárias e um biólogo, também militares.
Repórter do Futuro/montedo.com
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