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Oito garimpeiros brasileiros procurados pela morte de militares na Guiana

Jody Amiet
A polícia de Caiena indicou nesta sexta-feira que está buscando oito suspeitos de origem brasileira como parte da investigação sobre a morte, no dia 27 de junho, de dois soldados franceses em uma operação contra garimpeiros ilegais na Guiana Francesa.
A polícia transmitiu às autoridades do Suriname a ficha policial de oito jovens que poderiam ser os autores da emboscada na qual os militares morreram.
“Nós passamos esta lista para as autoridades do Suriname, com quem colaboramos nesta tarefa”, declarou à AFP o coronel Bruno Phalippou.
“Conhecemos este bando, sua identidade, temos tudo sobre eles”, acrescentou, indicando possuir informações fornecidas pelas autoridades brasileiras.
As autoridades do Suriname prenderam no início desta semana 30 garimpeiros ilegais brasileiros na cidade francesa de Maripasula (18.000 km²), depois de uma mobilização de forças policiais “sem precedentes”, segundo os policiais franceses.
No entanto, “o suposto principal autor dos fatos não faz parte do grupo preso esta semana no Suriname” e provavelmente não está no país, acrescentou.
Suspeita-se que este grupo tenha tomado o controle de uma mina de ouro, depois de matar um grupo rival que também usa métodos violentos para manter seu poder.
Os soldados que morreram em junho, de 32 a 29 anos, faziam parte de um grupo de fuzileiros navais envolvidos nas operações “Harpie” contra garimpeiros ilegais.
Dois outros soldados também ficaram feridos.
A polícia e os militares iam para o local onde três horas antes o helicóptero da polícia foi baleado na região de Dorlin (oeste), em Maripasula.
O helicóptero participava de uma operação para proteger a área e permitir a instalação de uma empresa de mineração legal nesta região, onde há 20 anos existe uma grande atividade de extração de ouro.
No início desta semana, o general Bernard Metz, comandante das Forças Armadas na Guiana, afirmou que os garimpeiros tinham sofrido “perdas”, segundo testemunhas militares.
Em janeiro, em Dorlin, horas antes da visita do então presidente Nicolas Sarkozy à Guiana, confrontos entre grupos armados causaram várias mortes.
O dispositivo “Harpie”, em vigor desde 2008, procura erradicar o garimpo ilegal de ouro. Em 2010, cerca de 600 operações prenderam 1.500 imigrantes ilegais.
O aumento constante do preço do ouro (50 euros por grama atualmente contra 40 euros no final de 2011) atrai os garimpeiros brasileiros para a Guiana.
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Veja/montedo.com
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