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EUA entregam última base militar ao Exército iraquiano
Bandeiras do Exército americano, do Iraque e dos Estados Unidos são levadas por militares durante cerimônia marcando fim da guerra
Os Estados Unidos entregaram nesta sexta-feira às forças armadas iraquianas a última das 505 bases militares de que dispunham no país, um dia após a cerimônia formal de retirada dos americanos do Iraque realizada em Bagdá.
O representante do primeiro-ministro, Hussein al-Assadi, e um coronel americano assinaram os documentos em uma sala da base Camp Adder, conhecida pelos iraquianos como base Imam Ali, situada a sudoeste de Nasiriya, 305 km ao sul de Bagdá.
Antes da cerimônia, um oficial americano havia dito que em 2007, no momento de maior presença militar dos Estados Unidos, estiveram presentes na base 15 mil soldados.
“Nos últimos meses ocorreram quatro ataques com foguetes contra a base que não deixaram vítimas”, disse o militar americano.
Já um oficial iraquiano afirmou que “era um dia de alegria para os iraquianos ao tomar o controle da base de Imam Ali, a última nas mãos dos americanos”. “Desta base irá embora o último soldado americano do Iraque”, acrescentou.
Tudo o que resta das forças armadas americanas no Iraque são cerca de 4.000 soldados de um total que chegou a quase 170 mil soldados durante o pico da guerra em 505 bases em todo o país.
Após o final do ano, a embaixada dos EUA vai manter apenas 157 soldados para o treinamento das forças iraquianas, e um grupo de fuzileiros navais para proteger a missão diplomática.
RETIRADA
Soldados americanos baixam bandeira das forças dos EUA no Iraque, após 9 anos de presença militar

Lucas Jackson/Reuters
Militares desceram a bandeira dos Estados Unidos da haste e a enrolaram em um tecido, fechando o quartel-general do Exército americanos em Bagdá de acordo com as tradições na quinta-feira. Assim foi encerrada oficialmente a guerra no Iraque, após quase nove anos de presença das tropas americanas no país.
Militares abaixam a cabeça em respeito a momento em que soldados baixam bandeira de haste, em ato tradicional no Exército
Com a participação do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, o encerramento aconteceu duas semanas antes do prazo programado no acordo de segurança assinado entre os governos dos EUA e do Iraque em 2008.
O documento estipulava que as tropas estrangeiras deveriam deixar o país do Oriente Médio até o dia 31 de dezembro deste ano. Os soldados chegaram no país em março de 2003. A data da cerimônia foi mantida em segredo durante semanas para evitar que insurgentes ou milícias pudessem planejar um ataque.
Em seu discurso na cerimônia no aeroporto internacional de Bagdá, Panetta afirmou que os veteranos que fizeram parte dos quase nove anos de conflito poderiam estar certos de que o “sacrifício que fizeram ajudou o povo iraquiano a colocar a tirania de lado”.
“Depois de muito sangue derramado por iraquianos e americanos, a missão de um Iraque que pudesse se governar e garantir a própria segurança se concretizou”, ressaltou. “Certamente, o custo foi alto –em mortes e em dinheiro para os Estados Unidos e para o povo iraquiano. Essas vidas não se perderam em vão”.
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PRESENÇA MILITAR
Com o fechamento do quartel-general do Exército americano em Bagdá, é colocado um fim definitivo na presença militar americana no país. As últimas tropas serão retiradas após quase nove anos desde a invasão que derrubou Saddam Hussein.
Apenas cerca de 4.000 soldados americanos permanecem no Iraque e devem se retirar até 31 de dezembro, deixando um país que ainda enfrenta uma insurgência enfraquecida, mas persistente, e incertezas políticas.
Comandantes do Exército americano decidiram sair antes do local por acreditarem que não havia necessidade de manter as tropas mais tempos no Iraque, inclusive durante as festividades de fim de ano, uma vez que as conversas sobre manter parte dos soldados falharam.
Os EUA queriam inicialmente que 40 mil americanos continuassem em território iraquiano trabalhando no treinamento de forças nacionais e ajudando na segurança local, plano que não se concretizará pela ausência de acordo entre os governos sobre o tema.
Segundo a imprensa americana, apenas 150 soldados devem permanecer no país necessários para proteger o complexo da embaixada americana em Bagdá e seus funcionários e diplomatas.
Dar fim à guerra foi uma das promessas que ajudaram Barack Obama a chegar à Presidência em 2008, e permite que a Casa Branca foque no Afeganistão e na crise econômica doméstica. No entanto, críticos acusam Obama de usar o fim da guerra para dar força à sua campanha para a reeleição em 2012.
Folha.com/montedo.com
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