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Bandidos aplicam golpe do empréstimo falso e roubam até R$ 9 mil de soldados das Forças Armadas

MARCO AURÉLIO REIS
Rio – Falsários vêm aplicando golpe contra soldados das Forças Armadas que tem lesado as vítimas em até R$ 9 mil, com uso da margem de empréstimo consignado (com desconto de prestações diretamente no contracheque). Após três meses de quartel, soldados são abordados por falsos agenciadores de crédito dentro de unidades militares ou nas proximidades. Eles oferecem empréstimos em mais de uma instituição financeira e pedem documentos.
As vítimas são seduzidas e e solicitam empréstimos entre R$ 5 mil e R$ 9 mil, para comprar carros, motos ou ajudar suas famílias, por exemplo, para adquirir material de construção e reformar a casa onde foram criados e moram. Quando o empréstimo está para ser creditado em conta, os falsários entram em contato com as vítimas e dizem que, por erro do gerente, foi liberada quantia superior à que havia sido pedida. Os soldados são orientados, então, a sacar o valor a mais e devolver a um dos falsários. Está consumado o golpe.
No contracheque seguinte, quando o desconto começa a ser efetuado, o soldado percebe que a prestação ficou acima do combinado com o agente. Quando procura o banco que emprestou o dinheiro, descobre que contratou o valor que estava na conta. Quando consegue cópia do contrato de empréstimo, percebe que teve a própria assinatura falsificada.
MEDO DE DENUNCIAR
Os golpistas apostam que os soldados ficarão com medo de denunciá-los, porque deram seus dados pessoais à quadrilha, e que uma queixa à polícia ou ação na Justiça podem atrapalhar seus sonhos de seguir carreira por, pelo menos, mais sete anos.
SUSPENSÃO NA JUSTIÇA
Os casos só se tornaram públicos após dois soldados, vítimas em 2008, vencerem o medo. Eles obtiveram liminares na Justiça. Uma suspende os descontos, outra reduz o desconto. Nesses dois casos, os agenciadores atuaram dentro da Base Aérea de Santa Cruz.
SOLDO COMPROMETIDO
A Coluna conversou com um soldado que foi vítima dos falsários. Ele contou que só tomou o empréstimo após um colega de turma ter visto o extrato com o dinheiro na conta. “O desconto, quando veio, comia metade do meu vencimento”, reclamou.
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