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Forças Armadas ajudarão na segurança de megaeventos como Olimpíadas e Copa do Mundo
Luiz Ernesto Magalhães ([email protected])
O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, José Ricardo Botelho de Queiroz revelou nesta quarta-feira que o planejamento para a Copa do Mundo de 2014, a visita do Papa ao Rio e a Copa das Confederações em 2013, os Jogos Olímpicos de 2016, entre outros megaeventos, prevê que as Forças Armadas fiquem de prontidão para intervir e controlar distúrbios caso as forças policiais não consigam conter problemas de segurança pública. 
A revelação foi feita durante o seminário Infraestrutura Turística, Megaeventos Esportivos e Promoção da Imagem do Brasil no Exterior, organizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em Brasília. José Ricardo citou o exemplo dos recentes distúrbios em Londres a um ano da realização das Olimpíadas de 2012 quando o governo cogitou usar o emprego das forças armadas.- Esse é mais ou menos o plano que está sendo gerido com as instituições – disse Botelho.
O secretário não quis dar entrevistas porque sua nomeação ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. Mas segundo a sua assessoria, esse esquema de segurança já será adotado para a Conferência das Nações para o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) que trará 120 chefes de estado e governo ao país no ano que vem. A Rio + 20 será o primeiro evento organizado após a criação da secretaria. 
Na sexta-feira, as forças de segurança se reunião pela primeira vez no Rio para tratar do plano da Rio + 20.A estratégia proposta para os grandes eventos difere da filosofia adotada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para os Jogos Pan-americanos de 2007. Na época, as Forças Armadas ficaram fora do planejamento global do evento. A segurança ficou a cargo da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças policiais locais. Apenas a segurança no entorno das instalações militares usadas durante o Pan estiveram com as Forças Armadas.
Botelho de Queiroz acrescentou que no caso da Copa do Mundo a grande preocupação não é com a segurança dos estádios. Mas com as torcidas que acompanharem os eventos em grandes áreas de convivência conhecidas como Fan Fest- A grande problemática da Copa do Mundo não está nos estádios. Estão nas Fam Fest (locais de concentração do público fora dos estádios) onde a alegria e a tristeza causam problemas. O histórico de violência fora dos estádios é relativamente alto – acrescentou José Ricardo.
O secretário acrescentou que no caso da Copa algumas medidas preventivas serão tomadas para evitar a entrada no Brasil de hooligans ou outras pessoas com histórico de violências em estados ou suspeita de vínculos com o terrorismo. Isso inclui até mesmo a possibilidade de negar visto de entrada para trabalhar no país. 
Segundo ele, a estratégia passa pelo uso racional de recursos e reforço das fronteiras legais do país.- Temos que garantir a alegria com cidadania. A segurança não é um fim, mas um meio para isso. Quanto menos nós aparecermos, mais o povo vai ter tranquilidade. Nós já encaminhamos pedidos de informações aos Estados Unidos, Polonia, África do Sul, Holanda Alemanha e Argentina sobre informações de hooligans e possíveis terroristas para abastecermos os bancos de dados da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abim). Qualquer pessoa que vem trabalhar aqui precisa de visto. Por que não com base nessas informações evitarmos que essas pessoas venham a trabalhar na nossa nação? – disse o secretário.
Uma outra preocupação revelada pelo secretário é evitar que os grandes eventos estimulem a prostituição e tráfico infantil. Para isso, será fechada uma parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos que concentra informações sobre a situação de crianças e adolescentes recolhidas nos Conselhos Tutelares de todo o país. A ideia é de que essas informações possam ser checadas durante uma blitz de rotina.
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