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Piloto morre em queda de caça da FAB 
Acidente aconteceu no município de Pureza, a 50Km de Natal

Avião pilotado pelo cadete de 24 anos caiu próximo a um assentamento de sem-terras
Foto: Caninde Soares/Especial para Terra
Maiara Felipe // [email protected]
Jussara Correia // [email protected]br
U m avião A-29 (Super Tucano) da Força Área Brasileira (FAB) caiu na manhã de ontem, por volta das 7h30, próximo à comunidade Manibu, no município de Pureza, a 50km de Natal. O piloto aspirante a oficial aviador Danilo Bello Seixas, 24 anos, que estava sozinho, morreu no acidente, que ainda não teve sua causa identificada. O militar estava realizando um voo de treinamento. Informações não oficiais dão conta de que esse seria o segundo voo solo do piloto; o primeiro teria acontecido na última terça-feira.
Oficiais da Força Aérea realizavam perícia no local ontem pela manhã; destroços se espalharam por um raio de 200m Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press O caça caiu em uma área de difícil acesso, dentro de uma zona rural situada na estrada que leva ao município de Pureza. Após a queda do avião, os bombeiros foram os primeiros a chegar ao local. Segundo o tenente Rafael Franco, cerca de 10 militares estavam trabalhando na área, vindos das guarnições da Zona Norte e da sede do Corpo de Bombeiros. “Vamos apagar o fogo com areia, já que não é indicado usar água em razão do querosene”, explicou o tenente. Quatro horas após o acidente, os oficiais da FAB que faziam a perícia no local ainda não tinha autorizado a ação do Corpo de Bombeiros.
Os militares da Força Aérea trabalhavam no local em busca dos dados eletrônicos do bimotor, ou seja, a sua “caixa preta”. No equipamento estão contidas todas as informações do voo, em especial os contatos que o piloto fez antes da queda. Os destroços que estavam sendo averiguados pela FAB se espalharam por um raio de 200 metros. Além de fazer um levantamento da causa do acidente, a perícia vai tentar entender de que forma o bimotor caiu na região. A Força Aérea tem uma pista de treinamento em Ceará-Mirim, provável destino do aspirante.
A queda do Super Tucano abriu uma cratera, onde ficou a maior parte do avião, área também em que a FAB mais trabalhava. A Polícia Militar isolou o local do acidente, mas, por diversas vezes ao longo da manhã, os populares não respeitaram o cordão de isolamento. Os oficiais, ao mesmo tempo que realizavam seu trabalho, alertavam os bombeiros e a PM sobre o risco que as pessoas estavam correndo ao ficarem próximas dos destroços. ” A gente não sabe exatamente como está aí dentro, se existe ou não o risco de explosão”, reforçou um oficial.
Alguns helicópteros estiveram na área do acidente para facilitar o acesso dos militares. O primeiro saiu de lá por volta das 9h30, levando os restos mortais do piloto, encontrado pelos oficiais da FAB com ajuda de populares. Jackson Morais da Silva foi uma das pessoas que primeiro chegou ao local do acidente. “Eu moro aqui perto e, quando estava tomando café, escutei um barulho. Assim que levantei chegaram dizendo que um avião tinha caído”, conta ele.
Moradores da região acreditam que o caça explodiu antes de cair. Leonardo Souza, que mora a alguns quilômetros da área do acidente, diz que escutou “um rasante” e saiu para olhar. “Eu vi quando ele livrou a comunidade e subiu. Depois vi a fumaça preta subindo. Acho que a parte traseira explodiu no ar”, disse Leonardo.
DIÁRIO DE NATAL(Imagem: Terra)
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