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O 3º sargento da Marinha Tarcísio José de Souza, de 39 anos, único sobrevivente militar do acidente entre um ônibus e um Fiat Uno, ocorrido no dia 25 do mês passado, em Iperó, passou por várias cirurgias anteontem na Santa Casa de Sorocaba.
A assessoria de comunicação do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, que responde pelo Centro Experimental de Aramar em Iperó, onde o militar trabalha, divulgou nota a respeito, informando que as intervenções foram de ordem apenas corretiva.
De acordo com a capitão-de-mar-e-guerra Sandra Lúcia Ferreira da Câmara Chaves, vice-diretora interina do Centro da Marinha em São Paulo e responsável pela nota, as cirurgias visavam fixar as fraturas, já que o sargento sofreu múltiplos rompimentos no choque.
A nota informa ainda que todas as intervenções ocorreram sem intercorrências que merecessem considerações e que Tarcísio José de Souza continua no Centro de Terapia Intensiva, onde permanece sedado e com quadro clínico estável, apesar da gravidade.
O militar ficou a noite do dia do acidente, que ocorreu às 17h15 no quilômetro 15 da rodovia que liga Sorocaba a Iperó, próximo ao Centro Experimental de Aramar, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional e os últimos 13 dias no CTI da Santa Casa.
A Marinha informou na mesma nota que está prestando todo o suporte administrativo e social à família do sargento. O mesmo ocorre em relação às famílias dos outros quatro sargentos mortos no acidente, que tinham entre 34 e 39 anos e trabalhavam com Tarcísio em Iperó.
São eles: Josenildo Lopes da Silva, Elson Sodré França Júnior, Samuel Marcos Vieira da Costa e Douglas Santana Alves. Elson, Samuel e Douglas vieram do Rio de Janeiro para trabalhar em Aramar havia quatro meses e Josenildo veio da Paraíba no mesmo período.
As causas do acidente estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Sorocaba, que abriu inquérito e já ouviu o motorista do ônibus e os militares e policiais que estiveram no local do acidente e ajudaram na retirada dos corpos e dos veículos.
A Polícia Técnica de Sorocaba ainda não concluiu o laudo sobre a perícia realizada no local e nos veículos. Em geral, o trabalho dos peritos leva algo em torno de 30 dias, mas deverá sofrer um atraso neste caso devido ao Carnaval no início de março.
A Marinha também realizou a sua perícia no local e nos veículos. Só que não deverá divulgar os resultados, segundo informou ontem a capitão-de-mar-e-guerra Sandra Chaves. Ela disse que se trata de uma apuração administrativa interna da arma para providências internas.
Os peritos da Marinha vão refazer a perícia no ônibus na terça-feira da próxima semana, dia 15. O veículo está retido no pátio da Delegacia de Iperó exatamente para esse trabalho. Ele chegou a ser liberado, conforme boletim de ocorrência, mas depois voltou a ser retido.
Militares do Centro Experimental Aramar que ajudaram no resgate dos corpos e na sinalização do local do acidente informaram que esse foi o primeiro acidente envolvendo militares daquela repartição com esse grau de gravidade desde a implantação em Iperó, há mais de 25 anos.
JORNAL CRUZEIRO DO SUL

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