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Jean-Claude Duvalier, também conhecido como Baby Doc, acena ao chegar a Porto Príncipe, no Haiti. Foto: AP

Jean-Claude Duvalier, também conhecido como Baby Doc, acena ao chegar a Porto Príncipe, no Haiti

LARYSSA BORGES
Direto de Porto Príncipe
A chegada repentina do ex-ditador haitiano Jean-Claude “Baby Doc” Duvalier a Porto Príncipe neste domingo ainda não é motivo de alarde no batalhão do Exército brasileiro no Haiti. Embora o ex-presidente tenha dito que voltou ao país depois de 25 anos de exílio para “ajudar” no destravamento da situação eleitoral local, existe a preocupação de que simpatizantes do ex-ditador promovam uma nova onda de instabilidade política e de segurança na capital.
“Não sabemos como ele vai impactar na população. A situação Muda porque ele saiu em 1986 e não sabemos se continua com a mesma influência e a mesma rejeição que teve naquela época”, disse nesta segunda-feira o comandante do 1º batalhão do Exército brasileiro no Haiti, Coronel Ronaldo Lundgren.
“Não sei se será bem vista ou mal vista a chegada de Baby Doc. Não preocupa porque não sabemos que reação vai ter. O que a gente continua fazendo é manter a atividade dentro da normalidade. Não vejo preocupação porque hoje temos três candidatos que estão se posicionando para a eleição e esses três é que vão decidir. Baby DocÉ mais um ator chegando”, completou o militar brasileiro.
Nas eleições presidenciais, marcadas por suspeitas de fraude, três candidatos concorrem à sucessão de René Préval: o candidato governista Jude Celestin, o cantor Michel Martelly e a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, considerada vencedora do primeiro turno, em 28 de novembro.
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Manuel Inzulza, desembarcou por volta das 9h50 em Porto Príncipe, onde deve anunciar hoje os dois candidatos que disputarão o segundo turno nas eleições presidenciais do país.
O turno suplementar deveria ter sido realizado neste domingo, mas foi suspenso por tempo indeterminado. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) designou 150 homens para fazer a segurança na chegada de Inzulza, mas não houve por ora deslocamento de tropa por conta da presença de Baby Doc no país caribenho.
TERRA
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