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O Exército assumirá o controle do policiamento nos complexos do Alemão e da Penha na próxima terça-feira, dia 21. O anúncio foi feito nesta terça por oficiais que vão comandar a tropa de 800 militares durante reunião com líderes comunitários. Entre as medidas que serão adotadas pela Força de Pacificação está a marcação com o símbolo da Brigada Paraquedista de todas as casas que forem revistadas.
“Não admitiremos qualquer desvio de conduta. Garanto que haverá tolerância zero e uma apuração rigorosa aos que infringirem as normas. Nenhum policial militar entrará em casas para revista sem a presença do Exército, assim como mandados de prisão e outras atribuições da Polícia Civil. Todos os passos serão acompanhados pelo Exército”, afirmou o coronel Antônio Manuel de Barros, da 26ª Brigada de Infantaria Paraquedista, responsável pelas ações no interior das favelas.
A segurança no entorno das comunidades será comandada pelo tenente-coronel Cláudio Tavares Casali, também da 26ª Brigada Paraquedista. O Exército deverá permanecer na região até outubro, quando deverão ser instaladas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos dois complexos.
O coronel Barros pediu paciência aos moradores. “Todos sabem que uma das técnicas utilizadas pelos bandidos é se mesclar aos moradores. Pedimos que vocês entendam que durante algum tempo, não sei se até outubro, todos terão que passar por revistas no entorno das comunidades e apresentação de documentos”, esclareceu.
Confusão no funk
O oficial frisou que a entrada nas casas só será feita com autorização do morador ou com mandado judicial. “Sabemos que ainda corremos o risco de esbarrar com bandidos e possivelmente trocar tiros, mas não é a intenção a ocorrência de sequer um disparo”, ponderou ele.
Na quadra da Rua Canitá, na Nova Brasília, onde traficantes costumavam promover bailes funk, ficará uma das bases da Força de Pacificação. Lá, também haverá uma ouvidoria para receber queixas.
Na reunião, o coronel Barros explicou uma confusão ocorrida domingo entre soldados e jovens que deixavam um baile funk na Rua Paranhos. “Um grupo de jovens embriagados xingou e cercou nossos soldados na tentativa de roubar um fuzil. Houve necessidade do lançamento de uma granada e de disparos para o alto para colocá-los em posição de revista”, explicou ele, afirmando que haverá regras para os bailes e outras manifestações culturais.
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