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ROGÉRIO PAGNAN
Depois da alta, o soldado não foi para casa. Está com os pais e não tem conversado com ninguém, a pedido do pai, que desconfia da movimentação de pessoas estranhas na vizinhança.
Para seus colegas do Exército, o soldado Walbert Rocha da Silva, 19, é um herói. Foi ferido em combate no Complexo do Alemão. Só ainda não pôde curtir a fama. De sexta (26), primeiro dia da ação do Exército no cerco, até quarta (1º), ele ficou internado no Hospital Central do Exército, em Benfica, zona norte. Por sorte, a bala que o feriu atingiu primeiro seu fuzil, o que diminuiu o impacto.
“Tento acalmá-lo, mas eu mesmo não consigo me acalmar”, diz o aposentado Carlos Alberto da Silva.
Joel Silva/Folhapress
Soldado Walbert, 19, que foi ferido em combate no Complexo do Alemão; ele foi atingido por uma bala na sexta
Soldado Walbert, 19, que foi ferido em combate no Complexo do Alemão; ele foi atingido por uma bala na sexta

O Comando do Exército investiga o relato de soldados de que traficantes estão indo às casas de militares que moram em favelas, fora do Alemão, fazer ameaças. A ação foi revelada pela Folha.
Se dependesse só dele, diz o soldado, voltaria para o front o quanto antes. “Quando levei o tiro, a única coisa que pensei foi: “Estou voltando cedo demais'”.
Silva entrou para a Brigada de Paraquedistas em março. Não tivera experiência com armas. No front, não fez nenhum disparo.
Carlos Alberto, o pai, diz que ficou sabendo do ferimento do filho pela TV.
Ele conta ainda que pediu para que o filho não entrasse para o Exército, mas não conseguiu demovê-lo. “É sua paixão”, explica ele, sem saber informar a origem.

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