
Esti (à esq.) entrou na passarela ao final do desfile, ao lado do estilista Benny Rosset
Marie Claire – Dá para ser feminina mesmo sendo soldado de um país em conflito?
Esti Ginzburg – Na verdade, para mim, o exército é uma boa desculpa para que eu me vista de maneira mais descontraída. Meu estilo é bem casual, não chego a ser nem girlie demais e nem “menininho” em excesso, gosto de roupas mais descoladas.
MC – Quando e como decidiu seguir a carreira de modelo?
EG – Quando tinha 14 anos fui a uma agência na minha cidade e desde então comecei a trabalhar como modelo. Nunca mais parei. É algo que gosto muito de fazer.
MC – Como você concilia a carreira nas passarelas com o trabalho militar?
EG – Eles sabem que tenho uma carreira, que quero ser modelo e são bem flexíveis em relação a isso e às minhas viagens. Só que essa flexibilidade não existe com todos que servem ao exército, tenho sorte.
MC – Qual a sua função no exército?
EG – Eu vou às escolas falar com os jovens sobre a importância do serviço militar e sobre como é o trabalho por lá.
MC – Atirar é uma coisa que exige força e preparo físico, como você lida com isso?
EG – É verdade, a arma dá um tranco, tem o cheiro da pólvora, que é muito forte, mas depois de um tempo você se acostuma, passa a ser algo normal. Eu gosto do que eu faço no exército.
(Por Redação Marie Claire / Fotos: Tiago Chediak)