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O ministro do Interior colombiano, Fabio Valencia Cossio, classificou hoje como grave a denúncia de que a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) teria “bases permanentes” no território brasileiro e pediu maior controle nas regiões fronteiriças.
“Pedimos aos governos de fronteira que expulsem de seus territórios esses delinquentes e que, obviamente, colaborem para o controle da fronteira e não permitam que seus países sejam escolhidos como refúgio de narcoterroristas”, indicou Valencia Cossio.
As declarações do ministro são uma resposta ao relatório da Polícia Federal, que aponta que as Farc enviam dinheiro e mantimentos para os guerrilheiros que residem na Colômbia. A verba seria proveniente do tráfico de drogas em território brasileiro.
De acordo com a imprensa brasileira, o documento se baseia nas investigações que levaram à prisão de José Samuel Sánchez, suposto integrante da comissão de finanças e logística das Farc, há 12 dias.
Hoje, durante a VI Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, em Madri, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, negou que o governo tenha conhecimento de tal informação.
Segundo Garcia, as Forças Armadas estão muito qualificadas para eliminar esse tipo de ameaça e, caso um guerrilheiro fosse encontrado no Brasil, seria preso e extraditado.
Ontem, também na capital espanhola, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu que os países da América do Sul se unissem na “luta contra o terrorismo”.
“Os terroristas são audazes, sabem transformar alguns países em idiotas úteis. Primeiro, os elogiam, buscam abrigo e depois terminam sacrificando-os”, analisou Uribe, sem citar nomes.  
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