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Comento:

Durante quase três décadas, testemunhei incontáveis casos de militares que sofreram acidentes em serviço e, mesmo assim, não obtiveram amparo do estado. Por outro lado, também são numerosos aqueles que montaram verdadeiros circos para obter a reforma. Muitos desses passam a vida toda mamando nas tetas governamentais, ou seja, no dinheiro púbico que é meu, seu, nosso, mas parece ser cada vez mais deles.
Existem injustiças? Evidente que sim. E devem ser reparadas à luz do sistema legal vigente.
Porém, a concessão de reforma a cidadãos “gordos e sãos de lombo“, portadores de  limitação que não permita sua permanência na ativa, sem, entretanto, incapacitá-los para exercer atividades civis é rematada desfaçatez.
É nada mais do que a versão fardada do viés oportunista que afeta uma parte nefasta da sociedade, que, tal como Justo Veríssimo, “só pensa em se arrumar”. À custa das burras públicas, por supuesto.
A leitura  da matéria do Jornal de Brasília revela que os entrevistados estão muito bem orientados, tem um discurso homogêneo, quase idêntico, citam perseguições, injustiças, enfim, um coitadismo que inspira compaixão aos menos avisados. É evidente que estão instruídos e rezam por uma cartilha comum.
Mas quem está por trás desse discurso afinado? Quem? Quem? Quem? O ex-sargento Luciano Alcântara, que ganhou notoriedade ao revelar à revista Época sua relação homoafetiva com o também sargento Lacy Araújo. 
Alcântara agora surge travestido (sem trocadilho) de dirigente de um tal Instituto  Ser de Direitos Humanos, uma espécie de bacia das almas dos militares injustiçados.
Para dar nuances heróicas ao ex-militar, a repórter afirma que ele foi “expulso [do Exército] por revelar sua preferência sexual”. Mentira! O fato é que, sob pressão ou não, Alcântara pediu seu licenciamento.
De lá para cá, vem tentando  tornar-se um líder do movimento gay, à custa de aparições esporádicas na mídia, como em seu protesto contra as declarações do General Cerqueira ao Senado. Pressinto que vem candidatura por aí. Aguardemos.
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