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Bruno Tavares

O comando do Exército instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar o desaparecimento de material bélico que estava em poder de militares brasileiros em 12 de janeiro, quando um terremoto devastou o Haiti. A investigação busca esclarecer em que circunstâncias desapareceram três pistolas calibre 9 mm, um lança-granadas e um fuzil 7.62 mm.
Segundo o Exército, todas as armas estavam com militares fora da base brasileira. Até agora, foram recuperadas uma pistola, que estava ao lado do corpo de um dos 18 militares mortos na tragédia, e o lança-granadas. Os militares dizem que as buscas continuam.
Duas pistolas 9 mm estavam com militares no Hotel Christopher, onde funcionava a sede da Minustah. O edifício veio abaixo com o tremor. No Ponto Forte 22, um sobrado de três andares usado pelos militares, desapareceram uma pistola 9 mm e um lança-granadas. O fuzil 7.62 mm estava com um militar que atuava no Forte Nacional, principal fortificação na região de Bel Air, no centro da capital.
Mais do que atender à obrigação legal de apurar o sumiço de material bélico, a principal preocupação do Exército é evitar que as armas caiam nas mãos de civis ou gangues. Segundo um militar ouvido pelo Estado, todo o armamento que estava com soldados que morreram já foi encontrado e retornou ao Brasil em 28 de janeiro.
O promotor da Justiça Militar Jaime de Cássio Miranda foi designado para acompanhar o inquérito. O prazo para a conclusão do estudo é de 40 dias, prorrogáveis por mais 20 dias.
O ESTADO DE SÃO PAULO
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