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ASSUNÇÃO, 10 NOV (ANSA) – O presidente paraguaio, Fernando Lugo, designou hoje o novo comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, poucos dias depois de ter removido toda a cúpula militar em meio a críticas de setores da oposição.
    Para o cargo foi designado o general Carlos Bordón, que substitui Rogelio Galeano. Há uma semana, Lugo removeu os altos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
    Também foi retirado de seu posto o chefe máximo das Forças Armadas, Cibar Benítez, que foi substituído por Juan Oscar Velázquez, considerado um dos homens de confiança do presidente.
    As modificações intensificaram os rumores no país de que Lugo poderia ser vítima de um golpe de Estado, o que foi descartado por ele. Segundo explicou, tal decisão corresponde “única e exclusivamente ao Comandante-em-Chefe das Forças Armadas que, ao mesmo tempo, é o Presidente da Republica do Paraguai”.
    Contudo, Lugo admitiu que existam militares descontentes que poderiam ser manipulados por políticos. “Há um pequeno grupo de oficiais que poderia ser influenciado por alguns políticos que veem a possibilidade de passar por cima da vontade popular por um processo diferente”.
    O governante paraguaio, que completou em agosto passado o seu primeiro ano de mandato, tem enfrentado duras críticas por suas políticas de governo, em meio a processos de que seria pai de três crianças, concebidas enquanto ele era bispo em San Pedro.
    Recentemente, veio à tona a notícia dos escândalos de corrupção nos quais o presidente estaria envolvido, com um superfaturamento de até US$20 milhões. No último mês, o sequestro de um fazendeiro também alimentou ainda mais acusações contra o mandatário, que — para opositores — seria leniente ante o recrudescimento de ações do grupo armado Exército Popular Paraguaio (EPP). (ANSA)

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