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Sonho possível
UM ASTRO DOS ESTUDOS
Com os olhos nas estrelas em busca do ouro
Otávio e outros quatro estudantes brasileiros vão para o Irã participar de uma olimpíada científicaCom os olhos colados na imagem azulada projetada na parede do laboratório de física do Colégio Militar de Porto Alegre, o gaúcho Otávio de Macedo Menezes, 18 anos, memoriza a posição das estrelas no céu do Hemisfério Norte.
Daqui a uma semana, o conhecimento do estudante será colocado à prova do outro lado do mundo, mais precisamente em Teerã, no Irã, onde ele representará o Brasil na 3ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica.
No ano passado, Otávio já havia participado da segunda edição do evento, do qual retornou com uma menção honrosa. Este ano, o objetivo é ir além: mesmo competindo com mais de cem jovens de outros 21 países, o aluno do 3º ano do Ensino Médio acredita que conseguirá voltar ao Rio Grande com uma medalha de ouro no peito.
A tarefa, porém, não será fácil. Durante a competição, Otávio terá de se submeter a três tipos de provas. A primeira delas será teórica e contará com questões sobre astronomia. A segunda será prática e transcorrerá à noite, quando os participantes terão de identificar constelações no céu de Teerã. Na terceira e última prova, considerada a mais difícil, será preciso analisar dados de experimentos astronômicos.
Capricho nos estudos por uma vaga entre os melhores
Para fazer bonito, o jovem gaúcho capricha nos estudos. Além de passar horas a fio solucionando problemas matemáticos e refazendo os testes já aplicados em outras olimpíadas, o porto-alegrense usa e abusa da internet, especialmente de simuladores. A partir deles, consegue observar, virtualmente, a posição dos corpos celestes no firmamento.
– Estou um pouco ansioso, mas acho que é normal. Me preparei muito e acredito que tenho boas chances de ficar entre os melhores – diz o rapaz, que terá a companhia de outros quatro estudantes brasileiros, do Rio e de São Paulo.
Motivo de orgulho na escola, Otávio também conta com o apoio de um orientador, o professor de física Luiz Carlos Gomes, que é coordenador do Clube de Astronomia do colégio. Foi ali, quase como uma brincadeira, que a paixão de Otávio pelas estrelas aflorou, quando ele estava na 6ª série.
– Ter um aluno assim é o que todo professor quer. Ele é disciplinado e gosta do que faz. Já resolve problemas de matemática e de astrofísica que eu não consigo. Vai se dar bem na atividade que escolher – acredita Gomes.
Prestes a deixar a escola e a ingressar em uma universidade, Otávio já traçou o seu destino, independentemente do resultado da olimpíada: quer ser matemático e dedicar-se à pesquisa científica. Sonha em contribuir para o avanço da humanidade. No Colégio Militar, ninguém duvida disso.
Texto e fotomontagem: ZERO HORA
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