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Agência Estado
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, não descarta a possibilidade de o Brasil participar da força internacional de paz no Líbano. Em entrevista à Agência Estado, o chanceler afirmou que a decisão do governo brasileiro será tomada depois de definido o caráter dessa força militar. Ao Brasil não interessaria compor uma tropa com poder de fogo contra ambos os lados, sob o pretexto da imposição da paz, e tampouco sem a aceitação plena de Israel e do Líbano. Nos próximos dias, o Itamaraty enviará ao Oriente Médio o embaixador Affonso Celso Ouro Preto, cuja função é exatamente a de tratar das relações entre o Brasil e os países da região e de acompanhar situações críticas.
De acordo com Amorim, é evidente que o Brasil tem interesse concreto, e “não teórico”, no Oriente Médio. Esse interesse está embasado nos fatos de que milhares de famílias brasileiras vivem na região e de que há negócios crescentes de empresas brasileiros no Oriente Médio.
“O mais urgente não é saber se haverá ou não uma força de paz, mas saber que paz ela vai manter. Para isso, é preciso o cessar-fogo imediato”, afirmou. “A participação do Brasil depende de saber se será uma força da Organização das Nações Unidas, se estará amparada no capítulo da Carta da ONU que trata de ações militares e de sanções e se terá consentimento pleno das duas partes. Temos de ver também se podemos ser úteis”, completou o chanceler.
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