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SERGIO TORRES
ENVIADO ESPECIAL A BREJO GRANDE (PA)
Iniciadas ontem em área rural de Brejo Grande (PA), as escavações em busca de ossadas de guerrilheiro do Araguaia resultaram em fracasso. O local considerado como o mais provável de localização de restos mortais foi abandonado ontem mesmo.
O ponto da fazenda Tabocão onde teria sido sepultado Rodolfo Troiano, o Manoel, foi escavado em dois trechos, a quase um metro de profundidade.
Antes da abertura das valas, peritos da PF e da Universidade Federal do Ceará passaram um radar que capta objetos a até quatro metros de profundidade. Ele registrou o que os especialistas chamaram de “anomalias”. As “anomalias” eram raízes e pedras, e os antropólogos forenses e geólogos desistiram do lugar.
Eles integram a comissão formada pelo Ministério da Defesa para buscar ossadas dos cerca de 60 guerrilheiros desaparecidos durante a repressão das Forças Armadas ao movimento organizado pelo PC do B, que vivia na ilegalidade nos anos 60 e 70. Militares exterminaram a guerrilha em 1974.
A fazenda foi informada como local de enterro de guerrilheiro pelo mateiro José Maria Alves, o Zé Catingueiro, que trabalhava com o coronel Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió. Há duas semanas, Catingueiro indicou com precisão o local. Ontem, ele justificou o fracasso da escavação pelo fato de terem se passado 37 anos: “A terra já comeu tudo”.
Também foram feitas buscas em Marabá (PA), na sede do Dnit. Foi passado o radar e hoje deve haver escavações.
A 1ª Vara da Justiça Federal de Brasília intimou Curió a depor e apresentar à Justiça papéis da guerrilha que estiverem com ele.
Folha de São Paulo
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